terça-feira, 4 de agosto de 2009

Este não é um de meus preferidos e passará por uma grande edição, mas de fato gosto do enredo...
por isto posto o original e depois veremos no que se transformará...
vai assim mesmo, bruto e sem edições.

VIVABEM

Desejos.

“Uma mulher nunca demonstra seus desejos, a não ser entre quatro paredes ou quando realmente quer que algo aconteça. Uma mulher sabe o que quer e como conseguir o que deseja! E eu não era diferente disto...”.

Liberta, enfim liberta! Solteira e com o peso do divorcio nas costas... Exagero. Pois nem pesava tanto assim. Na verdade era um alivio... Lembro-me de parar estática na frente do calendário, sorrindo e pensando: Puta que pariu... Nem parece que já faz dois anos. O tempo passou tão rápido, nada como uma vida independente, fazia tudo que queria e ainda faltava tempo, não era como nos tempos de casada. Também pudera, aquele traste não me deixava em paz! Depois do primeiro ano de casamento ele virou um capeta... Os dias pareciam enormes. E o filho da puta ainda roncava demais!

Isto era o que eu falava sozinha, caminhando pela cozinha de chão xadrez, com uma parede verde limão e com os moveis da mesma cor... “Ah como eu gosto de deixar a casa do meu jeito! Hoje poso dizer: Minha casa, meus moveis e minha decoração! Hoje vejo o quanto fui boba em querer casar cedo”.

Casei-me aos vinte anos com um príncipe. Meu conto de fadas não durou mais que um ano, depois disso meu príncipe virou um sapo! E passei longos quatro anos, tentando transformá-lo de volta no meu homem dos sonhos... Em vão! Então cansei e me divorciei... Perdi o encanto pela vida de dona de casa. Perdi o encanto pelos romances. Não me envolvia com mais nenhum homem... Eles são muito mentirosos. Eu tinha medo de me envolver e passar por todo pesadelo de novo. Não, não e não! O problema era que... Por mais que eu pensasse desse modo, feminista, eu ainda tinha “recaídas”, mas me esforçava para não me envolver com ninguém e blá, blá, blá... Eu tinha desejos como todo ser humano. E não os satisfazia há tempos. Não que eu fosse uma pervertida, mas dois anos são dois anos, não? Eu já estava beirando um colapso, entrando em conflito. Para que me arrumava e freqüentava academia? Um conflito de idéias e uma crise existencial me atormentavam, assim eu pensava... “Deus... A quem eu quero enganar?”.

Tudo bem... Eu já estava sentindo falta de alguém. Para ser mais exata... Alguém em cima de mim na cama. De fato eu ainda era viva! E não poderia negar os meus desejos...

Eu queria um homem sensível... Que gostasse de boa musica e soubesse se portar como um verdadeiro cavalheiro. Se este tipo de homem existe? Bom... Eu não sabia até o momento. Mas estava pensando que poderia ser uma boa hora para conhecer. Eu já acompanhava os passos de um homem sensacional a dias! Ele freqüentava a mesma academia que eu insistia em ir. Muitas vezes somente para colocar a fofoca em dia, essas coisas que só mulher entende... Ele, o típico homem másculo, com pelos no peito e músculos saltando a pele... Mas nada exagerado. Alto e com belas pernas! Arrancava olhares de varias mulheres da academia... E eu era uma delas.

Nos cumprimentávamos apenas por singelos sorrisos ou gestos; algumas vezes, um “oi” direto, sem muita intimidade... Só para quebrar o gelo sabe? Mas eu não queria só isso. Queria muito mais! Queria saber sobre sua vida, como ele era fora daquele mundo de roupas informais, esportivas... Queria saber o que se passava em sua mente. E se valeria à pena conhecê-lo.

A mulher que havia dentro de mim, trancafiada... Debatia-se para sair e tomar aquele homem para si.

Fato! Mulher alguma deve tomar atitude perante a um homem. É uma lei! Mulheres esperam os homens chegarem com suas falas bonitas e afetuosas, se fazem de acanhadas e somente depois, entre quatro paredes se soltam... Mas em tempos modernos... A “luta” é de igual para igual! Conheço homens que sonham em casar. E mulheres que fogem deste “laço”. Ouso até dizer que algumas são caçadoras!

Digo por mim, pois preparei a minha caçada! Procurei saber sobre a vida dele... E o pior eu encontrei.

Casado, bem sucedido e sem nenhuma intenção de conhecer outra mulher. Quando digo que os homens estão diferentes, ninguém acredita! Fiquei presa a esta situação chata. Eu o perseguia. Nas noites, ele perturbou meu sono. Nos dias... Os meus olhos. Por raiva; decidi continuar, seguir e descobrir se conseguiria tê-lo. Pelo simples fato de vencer. Aos poucos fui mudando minha rotina, descobri o caminho do trabalho dele. E na academia, procurava sempre ficar por perto. Quando menos percebi... Já estávamos nos falando. Pouco, mas o suficiente para descobrir seus pontos fracos. Trabalhava muito e sua mulher também. Viam-se pouco. E a carência com certeza ia apertando o peito. Com isso, fui moldando minhas roupas, apenas para provocá-lo, mas nada de arrancar um olhar com ar maldoso, com desejo... A situação foi me irritando, pois odeio perder! Todo aquele pensamento de liberdade se foi. Agora atuava a minha parte má.

“Atacarei com todas as minhas armas! Sou nova e como dizem alguns “cachaceiros” de plantão em botecos de esquina... Sou gostosa! Impossível não despertar nada nele. Percebi que ele era curioso. E com a certeza de que se me fizesse de difícil ele viria atrás...

Fiquei alguns dias afastada, e foi perfeito.. Não demorou muito para perguntas do tipo... “O que aconteceu?” “Te fiz algo?”. Agradarem meus ouvidos.

Minha resposta fulminante foi instantânea: “Não... Mas poderia fazer!”.

Nunca tinha visto um homem tão assustado e nem havia tomado tal atitude em minha vida. Admito que, por alguns instantes pensei no que estava fazendo, e vi o quanto estava sendo “baixa” minha ação, mas não hesitei em continuar, queria ver até onde eu poderia ser mais forte que ele, tinha se tornado algo por honra. Como pode? Homens não resistem tanto assim!

Para ser mais direta tinha que falar mais coisas que o deixasse abaixo de mim...

“Você não me olha, não me deseja e eu estou aqui... Esperando uma atitude sua!”.

Claro que foi algo em total desespero, mas aquilo tinha que ser feito. Todos temos atos de ímpeto na vida, este foi o meu. Desejei e fui atrás do que queria, por mais fútil que pareça, ninguém gosta de desprezo. Por sorte não fui totalmente desprezada. E digo que senti um tanto de pena quando o ouvi dizer...

“Não sei onde quer chegar com isto, mas não posso deixar que continue... Sou casado, bem resolvido e me sinto bem assim. Se possível podemos ser amigos, freqüentamos a mesma academia e minha mulher já sabe de sua existência... Todos aqui me conhecem e eu não gostaria que minha esposa ficasse sabendo de tal atitude sua”.

Um discurso e tanto! Explicando que sua intenção era me apresentar a sua mulher... Achava que seria uma boa idéia. Disse que ela se sentia só. E que nos daríamos bem.

Apesar de achar tudo muito estranho... Procurei resolver o “mal entendido” e me desculpar pela atitude um tanto quanto infantil. Claro que, com segundas intenções...

Resolvemos que, o primeiro dia em que estivéssemos livres, sairíamos juntos para que eu pudesse conhecer sua esposa e alguns amigos dele.

Pobre homem, ingênuo, mal sabia o que eu tramava...

A dificuldade foi o que mais me despertou desejos. O “difícil” sempre tem um gosto a mais. E eu queria provar deste sabor.

Não demora a chegar um feriado, estaríamos livres e eu colocaria meu plano em prática...

Antes de nos conhecermos pessoalmente, ele fez com que nos falássemos ao telefone.

Surreal? Impossível? Não! Amedronte um homem para ver do que ele é capaz. Com toda certeza ele pensava que o deixaria em paz se conhecesse sua esposa... O feriado seria o de 12 de outubro. Dia das crianças. E minha crença era que eu teria meu presente, meu brinquedo.

O dia chegara e minha ansiedade para ver sua esposa aumentava. Meu ego queria alimento, eu queria ver e comprovar que sou melhor! Nem por foto eu havia a conhecido... Queria saber o que ela tinha, que fazia os olhos daquele homem brilhar.

Ao lado do telefone, eu esperava sentada em meu sofá preto de couro sintético, às seis horas da tarde, apenas sob iluminação de abajures, acomodados em minha mesa de centro, que a frente seguia a estante baixa e nas mesmas cores. Tapete, e pisos em cores contrárias, contrastando com a minha televisão de cor branca e brilhosa, ligada em um canal de noticias, de fato sem sentido, sem volume algum. O telefone toca e me assusta. Estava em qualquer lugar, menos naquela sala, talvez em algum quarto de motel, ou porque não em meu quarto?

Eles queriam me buscar. Eles insistiram na idéia, pois queriam que eu conhecesse um amigo que talvez faria companhia. E que a minha presença o animaria. Neguei o quanto pude. Disse que seria melhor nos encontrarmos diretamente no local. Pois ainda não estava pronta. Mentira claro!

Iríamos a uma churrascaria perto de minha casa, seria fácil chegar sozinha, tínhamos mesa reservada para quatro, mas eu queria apenas três, que logo eu faria se tornarem duas pessoas apenas. Quando cheguei... Eles já haviam se acomodado, os avistei de longe. Logo vi que não havia “amigo” algum, com isso meu caminho estava livre! Caminhei sorrindo, até me aproximar e entender os “porquês” daquele homem não desejar mais nenhuma mulher... Ao me aproximar puder entender perfeitamente. Belíssima! Elegante, de olhos lindos e muito bem vestida. Naquele instante, a inveja me dominava... Posso dizer que me senti atraída por ela. Também pudera... Linda e bem acompanhada. O que mais poderia querer? Sentei-me... E com um cinismo sem pudor, cumprimentei os dois com respeito para não levantar suspeitas e perguntei...

“Onde está seu amigo?”.

“Ele não pode vir?”.

A resposta veio da esposa... “Ele não pode vir... Mesmo porque não havia dado certeza, mas seria ótimo estarmos juntos... Outro dia o apresentarei. Acho que irá gostar dele...”.

A conversa desenrolou sobre o “maldito” amigo. Ela dizia que ele era um belo partido e que formaríamos um belo par, todas essas coisas formais, as quais nem faziam diferença para mim. Não posso mentir que estava me divertindo. E de fato estava me sentindo a vontade com a presença dela. A pior coisa foi perceber que meu foco mudara... Talvez minha crise de carência tenha algo a ver... Seus brincos eram lindos, sua roupa combinando com tudo, maquiagem perfeita! Confesso que me assustei com isso, mas que mal teria?

Poderíamos muito bem nos tornar amigas! Assim eu desistiria da idéia maluca de roubar-lhe o homem. Seguíamos felizes e descontraídas. Sorrisos, brindes e às vezes risos empolgados, enquanto isto, o único homem a mesa, embriagava-se com seus drinques. O tempo passou rápido e logo teríamos que ir embora. Ofereceram-me uma carona para casa e antes que pudesse recusar... O embriagado homem, já estava literalmente “jogado” no banco traseiro do carro e minha mais nova amiga me pegara pelo braço dizendo... “Vamos! Agora a noite é nossa...” Não nego que também estava um tanto tonta. E talvez isto me ajudou a seguir em frente. O cansaço, misturado ao álcool, não me deixaram perceber que estávamos a caminho da casa errada. E logo estaria sentada na sala deles com um copo de cerveja em uma das mãos e um cigarro torto na outra... Até ai minha historia e idéias haviam mudado. Eu não me conhecia mais e já estava a sós com a minha inimiga, ou atual amiga. Bêbadas e fora de si, tivemos uma conversa breve sobre experiências passadas... Ela me confessava que tinha curiosidade em saber como seria “ficar” com outra mulher, e que esta seria a experiência mais louca de sua vida. Queria saber o porque os homens tinham tanto desejo por bundas e peitos. Com uma grande pausa e um riso “torto” ela se levantou e veio em minha direção. Sem esboçar reação alguma deixei que a curiosidade me tomasse também... Ainda me lembro como se fosse ontem. Nos duas saindo daquele elevador, caminhando até o carro e largando aquele pobre coitado no chão frio. Nem minha casa nem casa dela... Fugimos para outro estado e compramos nossa casa... É estranho lembrar disto. E às vezes ainda me pergunto, se ele ainda ronca deitado ao relento. Pobre coitado!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Amor... Mas não pela arte!

Ela me conhece muito bem...

Noites em claro... Passei por ela. Chorei por ela.

O mesmo ela fez por mim.

Com toda sua beleza, arrancava suspiros e fazia meus olhos brilharem.

Ensinou-me a ser homem, a ver a vida com outros olhos e ter força pra enfrentar os maiores problemas. Emprestou-me dinheiro... E por muitas vezes seu ombro para me confortar.

Mostrou que... O sofrimento às vezes não é ruim.

E que ele serve para nos tornar fortes!

Já discutimos, muitas vezes... Sem motivo.

Chorou ao me ver pendurado na janela do ultimo andar... E se agarrou aos meus pés, implorando para que eu voltasse a si.

Deu-me a vida! Deu-me orgulho, se orgulhou...

É o meu tesouro! Guardado a sete chaves em meu peito...

E arrependo-me de palavras e pensamentos

Mas nada abala meu amor...

O tempo jamais vai apagar isto...

Oferecido a: Ana Paula de Souza Barreto, minha MÃE... Que sempre acreditou, que eu seria algo que a fizesse sorrir, que nunca me deixou cair, sem ao menos que ela estivesse ao lado para me estender à mão... Sem mais!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Sobre arte... E eu mesmo.

“Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior!”. (O Teatro Magico - Pena)
E apesar de tudo... Sabemos que somos bons
De coração, na alma... Porque a alma da arte é pura, sem pudor e sem restrições!
Na arte... É onde exprimimos nossos sentimentos sem pestanejar, sem ter vergonha.
É onde sorrimos com pureza e sinceridade. Sem o medo de sermos reprimidos.
Sem o medo do preconceito. Por isso digo... Que não sei se... Amo a arte, ou ela me ama!
Deixei a mente fluir!
E surtir efeito sobre todo mal do mundo!
Que me perturba e me pressiona a parede
Mas mesmo assim, não há nada como um amor puro e belo, seja ele por alguém ou pra alguém.
Leva-me a vales jamais vistos e inimagináveis
Campos de sorrisos, e arvores que florescem desejos...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Já percebi que... Com romance eu não te surpreendo. Com flores jamais arrancarei um sorriso teu, e poemas não te deixarão emocionada.

domingo, 26 de julho de 2009

Desta vez... Sem titulo!

Antes de mais nada; venho esclarecer algumas coisas...

Todos os textos, contos ou como preferir... São de minha autoria. Os contos seguem uma linha que não é muito o meu forte. E este eu rosolvi escrever mais com a minha "cara". Devo agradecimentos a muitas pessoas. Que se eu for divulgar todos os nomes, irão preencher todo meu arquivo no blog... Mas segue abaixo alguns dos mais importantes:

Em primeiro lugar vem a ANNE, que tem me incentivado demais pra que eu não pare de escrever, Neto (grande Neto) que nos abandonou aqui no Brasil pra prosperar lá em Cuba! Juliano que é meu irmão... E a por enquanto é só.

Todos os contos são baseados em fatos reais, e este ultimo é um dos que escrevi com mais sentimento... Ele não segue a linha dos demais, pois queria escrever algo com a minha forma de pensar, mostrar que eu não sou um pervertido (RSRSRS) e que talvez ainda exista algo dentro da minha cabeça (RSRSRS) espero que todos gostem...

Sem mais.

Carlos William Barreto


A vida (minha) como ela é.

Amor, um belo amor... Quem nunca teve um? Sendo ele correspondido ou não... Eu já tive um amor, alguns para ser exato. Pois na minha visão do que é “amor”... Penso que não temos apenas um. Aqui relato o que me deu mais trabalho! E por conta disto me rendeu uma grande historia... Aliás, trabalho era o que menos me faltava. Apesar da pouca idade, já tinha meu próprio negocio, que me mantinha ocupado por grande parte do dia... Uma loja de roupas no centro da cidade, não era grande, mas não era simples. Tinha sua decoração extravagante. Que foi um presente dado por uma amiga do ramo, e por isso chamava atenção em meio as maiores. Era um ótimo lugar pra se conhecer pessoas, e foi lá que tudo começou... A loja servia como ponto de vendas e divulgação das festas da cidade, desde as “baladas” mais conhecidas, até as menores. Era um bom negocio! Eu divulgava o que fosse preciso, colocava convites à venda e assim também divulgava minha pequena loja...

Eu já conhecia todos os divulgadores, organizadores e “donos” destas tais festas. Era uma correria nos dias que antecediam as mesmas... Dinheiro, “flyer’s” espalhados por todos os cantos... E pessoas, muitas pessoas! Uma delas foi o motivo de muitas noites em claro. Tudo nela me encantava, desde o nome ao modo como ela caminhava. Tinha toda simpatia do mundo. Ela me tirava o sono, e isto ela sabia fazer muito bem. Sua beleza me trazia brilho nos olhos, as roupas me faziam babar, seu jeito de andar enfeitiçava e seu corpo despertava meu desejo... Lembro bem da primeira vez que a vi. A luz avermelhada e baixa do interior um tanto que apertado, ressaltou suas curvas, o abajur no canto do balcão fez o mesmo, mas com seu rosto... Os olhos refletiam o meu... Pálido e sem reação. Seu sorriso me prendia ali naquela situação horrível... Desejar o que não se pode ter! Todos os dias em que a via, eu chegava em casa e escrevia algo. Algo que me fizesse descarregar tudo aquilo, me libertar daquela tortura. Dos sonhos ela já fazia parte, sonhos das poucas horas dormidas, sob a luz da rua que teimava invadir meu quarto pelas frestas da janela. Mesmo sabendo que tê-la em meus braços era algo quase impossível... Segui com a minha empreitada de libertação em forma de escrita. Folhas e mais folhas acumuladas, junto aos guardanapos, recolhidos do restaurante na hora do almoço, que também serviam como pousada para minhas palavras de amor. Noites juntavam-se aos montes de pensamentos embaralhados e confusos. Houve uma noite de maior tortura. À noite em que decidi escrever algo válido, que talvez entregaria para ela. Tortura demais! O tempo passou e nada em minha mente parecia fazer sentido. Eu estava tão preso naquela idéia, e nem me dei conta que já se passavam horas que eu estava com os olhos pregados na tela do computador, visando somente uma foto e esperando a inspiração, que por sinal estava muito longe... Longe o bastante para me fazer deslizar os dedos pelo teclado e não escrever nada. Assim eu adentrava mais uma noite pensando no que ia dizer, no que ia fazer. Tomando a devida coragem para esboçar uma reação diante dela... Mas já estava demorando demais!

O dia batia a minha porta. E o papel ainda estava em branco! Não conseguia fazer nada além de pensar na bela moça... Eu repetia em minha mente a cena que me tirava o sono. Ela, com toda sua beleza, caminhando em minha direção... Martirizei-me com este filme que insistia em repetir. Eu a desejava, eu sonhava com beijos e abraços, troca de olhares... Tudo muito utópico. Ela vivia rodeada por homens de todos os tipos... O trabalho lhe proporcionava isto. E sabendo disto, eu pensava: Que chances eu poderia ter? Porque insisto neste desejo?

O preço do desejo é alto! Custa algumas noites em claro, alguns compromissos desmarcados e posso até dizer que me custa alguns trocados. Mas nada que me faça desistir... Eu travava uma batalha com o papel em branco e com a minha cabeça, nenhuma idéia de amor, nenhum singelo poema infantil.

As palavras embaralhavam-se em minha cabeça, formavam desenhos... E todos eles tinham seu rosto!

“Mais que droga! Soma-se mais uma noite e não a tiro da cabeça!”.

O pensamento não voava alto, ficava ali, estático entre as paredes de meu quarto...

As madrugadas eram regadas com muitas doses de café e conhaque, sem contar os cigarros. O vicio que precede o sofrimento, aflorava dentro de mim... E eu observava meu declínio. Não existia porta, nem caminho. Tudo era ela! A poesia depressiva não servia de conforto, consolo ou desabafo. Mas sim! Abafo o surto e me contento com lembranças...

Pequenas de fato. Que só serviam como uma corda de fio fraco, que eu me segurava com toda força, sem saber quando seria minha queda...

Afinal... Seria bom ou ruim?

O que eu poderia fazer?

Até então eu a tratava como todos que freqüentavam minha loja. Nenhuma demonstração de carinho, nada de interesse, somente trabalho. Talvez eu devesse tentar filosofia, ou qualquer outro assunto intelectual, talvez pessoal... Tanto faz! Uma conversa pessoal seria uma batalha ganha. Mas a guerra estava longe de terminar...

Insano... Eu já tratava do assunto como uma guerra! Traçava caminhos, criava táticas e estudava formas de me aproximar...

Céus! Onde fui chegar?

Comecei a me sentir mal com a situação. Sentir medo de si. E tentei me afastar... Em vão! Ela freqüentava os mesmo lugares, ou meu subconsciente me levava até ela. E tudo foi piorando com o tempo... As cartas já formavam um livro, e a imaginação ia além da roupa. Os sonhos eram todos distorcidos, pois o único sentido era estar perto dela... Não me importava se era em um lugar estranho, no fundo do mar ou nas minhas palavras.

A ultima coisa que escrevi, já não era algo que possa considerar-se normal.

Passei dias amargos, perdidos...

Dias sem razão alguma!

Como viveria?

Eu... Um homem solitário!

Sem tua divina presença em minha vida.

Mulher seja minha...

Melhor!

Sejamos um só.

Dois felizes corpos unidos, dançando, simplesmente vivendo.

Talvez seja destino...

Quem dera fosse esse o meu!

Viver ao lado da mais bela mulher, que meus olhos puderam ver.

Desejei teus lábios, suspirei ao teu abraço...

Criei asas!

Aprendi, cresci...

...Amei!

Como jamais amaria outro alguém...

E assim, eu terminaria mais um texto romântico que jamais entregara a ela.

Perdeu-se o tempo, perdeu-se o senso.

As loucuras de amor, que pareciam inofensivas, tornaram-se delírios!

Sonhos, quimeras, fantasias, ficções... Devaneios de uma alma doentia. Eu tinha que dar um fim nisto! Acabar com o meu sofrimento... Não era um jogo, mas era tudo ou nada! Não poderia suportar nem mais um minuto neste estado. Eu já não esperava nenhum resultado, somente queria me livrar da dor... Estava decidido a saber qual seria o fim disto. Um manicômio ou a glória? Não poderia saber se não fosse atrás da resposta. Mesmo sabendo o peso que carregaria depois, fiz de tudo para ficar mais próximo dela. Tornei-me um dos divulgadores da mesma festa que ela promovia. Desmarcava compromissos com a minha loja, somente para ir as reuniões da organização, conversava, falava e me mostrava interessado pelo seu trabalho... Em relação a ela, obtive bons resultados. Até uns olhares trocados para me fazer sorrir... Pra minha sorte, a distancia encurtou-se. Em pouco tempo já estávamos conversando como se fossemos grandes amigos. E com mais sorte ainda... Em uma das reuniões, tive o meu melhor presente! Um beijo! Meio sem graça, mas muito bom... Também pudera. Como sempre, ela envolta por homens, que pareciam nunca ter visto uma mulher na vida, não tinha como ser algo mais intenso. Mas mesmo assim, voltei para casa um tanto satisfeito, como uma criança, que acaba de ganhar um novo brinquedo. No mesmo dia marcamos a data para a próxima reunião... Seria na mesma semana, mas eu já estava mais tranqüilo. Havia ganhado a guerra! A ansiedade agora era algo bom. Não nego que ainda tive sonhos um tanto que pervertidos, mas nada exagerado. Eram todos por conta do desejo... Desejo este que não se satisfez no reencontro! Afastados pelo excesso de gente no local. Tive que me contentar com um beijo de despedida, e somente isto! Até então seguimos desta forma. Acho que temos muita historia ainda... Ao menos é o que eu espero! Agora que temos uma certa “intimidade”... Perguntarei a ela, mas com ar de brincadeira, se todos os nossos beijos serão a prazo, mas que por mim tanto faz... E espero que esta divida seja bem grande e que os juros sejam maiores ainda...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Santo caralho!

“Ai meu santo caralho!”

Esta foi a frase indagada por mim ao acordar, ainda suado e atormentado pelo sonho um tanto que estranho. Ao olhar para baixo e ver meu pênis ainda ereto, mas não por vontade urinar, sim pelo tesão que ainda sentia pela maldita imagem de uma loura que atormentava meus sonhos... Senti-me um idiota. Sim! Vou explicar melhor... A tempos vinha sonhando com uma moça linda de cabelos louros, um rosto de beleza sem igual e um corpo descomunal. Todos os dias eu sonhava algum tipo de aventura erótica, algumas se repetiam por dias seguidos...

Isto já me enchia os culhões!

Outro dia estava sentado em um bar, não me lembro qual era nome nem em que lugar se localizava, lembro-me que parecia a rua augusta. E como todo boêmio, eu fazia jus ao título!

Estava sentado, apreciando um bom uísque e as mulheres na passarela da vida real, perambulando com seus saltos e maquiagens espalhafatosas, que são mais que convidativas...

Eu só as observava; como se fossem um colírio. Em meio à multidão meus olhos se perdiam entre carros e mulheres, eu me perdia em uma vastidão de pensamentos depravados, eu não era um cara de muitas mulheres, havia tido uma, para nunca mais! Depois de uma decepção amorosa de cinco anos, não queria me envolver com mais nenhuma, ao menos por enquanto.

Calmo, como uma ave de rapina, eu observava cada passo daquelas presas fáceis, mas uma leoa toma a minha visão, com um caminhar suave, de uma mulher de classe e bem acostumada com “caçadas”... Aproximou-se calmamente e sentou-se na cadeira a minha frente, com a frieza de uma “expert” disse...

“não vai me oferecer uma bebida?”

Pasmo e sem reação, engoli a seco, sem acreditar na imagem que via em minha frente. Ela prosseguiu com seus ataques em forma de palavras...

“Se não for tua vontade, irei à mesa ao lado... O rapaz ali me parece muito solitário também...”

Em uma reação espontânea, chamei o garçom com um dos braços levantados, mas sem tirar os olhos daquela musa...

Um sorriso um tanto que sarcástico, mostrou-me que havia gostado da reação. Ali percebi que de caçador, passei a ser a caça. Alguns copos depois ela já sabia sobre minha medíocre vida, e a tontura não me deixava entender a sua. O sorriso já se tornara gargalhada e já parecíamos íntimos. A conversa não demora a chegar aos pontos críticos. Nunca gostei muito de me abrir sobre aventuras amorosas, mas ela... Ah esta sim gostava de contar suas aventuras. E confesso que isto me deixava excitado. O teor de álcool em minha pequena cabeça, já me deixava doido o suficiente para imaginá-la nua em minha cama. Enquanto eu viajava nestas alucinações, só tive tempo de entender o convite...

“Vamos sair daqui? Vamos para um lugar onde poderemos ficar mais perto um do outro...”

Aceitei sem pestanejar... Levantei com toda classe de um bêbado, peguei sua mão e disse:

“Vamos!”

Não demoramos a chegar à frente de um lugar com aparência chinfrina, comparado aos lugares que eu freqüentava aquilo era um bordel! Um rapaz com mais tatuagens que seu corpo podia carregar e aparentando ter a idade de meu sobrinho tomava a frente do lugar... Lembro-me bem do nome. Inferno! Era a típica balada de jovens revoltados das noites paulistanas. Eu jamais entraria ali sozinho e por vontade própria, mas aquela altura da madrugada eu não me importava com mais nada.

Depois de uma curta conversa com o rapaz tatuado, adentramos o lugar sem pagar. Com isso percebi que minha “leoa” era freqüentadora assídua do local. Por dentro o lugar era até que agradável, a não ser pela banda barulhenta, que insistia em tocar aquele rock and roll que não me agradava. Minha expressão não me deixava mentir... Sentia-me incomodado com todos aqueles adornos nos rostos dos jovens, aquelas tatuagens enormes e todo aquele barulho ensurdecedor. Ela simplesmente sorria, e me carregava mais e mais para dentro daquela baderna. Quando me dei conta, já estava envolvido por seus braços, em meio à multidão que balançava a cabeça sem parar. De rosto colado ela me fazia “dançar”, eu me deixava levar por seu corpo, suas mãos bagunçavam meu corpo, eu cheio de tesão, seguia aquela dança pornográfica... Tudo foi se tornando silencioso e logo eu não estaria vendo mais ninguém. No salão, somente eu e ela. A tontura ajudava no balançar daquela idéia maluca. Suas mãos agora alcançavam mais do que minhas costas e meu pescoço, elas chegavam a minha calça; e por dentro dela acariciavam meu pênis, ela virava-se de costas e levantava a saia até deixar que eu alcançasse sua calcinha facilmente... Levado por esta loucura, eu colocava a mão por baixo de sua saia e a masturbava por cima da calcinha. Eu via delírio, ouvia gemidos e pedidos insanos. Em atitude que não parecia minha, abri o zíper de minha calça e coloquei meu pênis entre suas pernas, olhei a minha volta e todos nos olhavam pasmos, mesmo assim não me intimidei...

Louco, alcoolizado e irreconhecível, cheguei ao seu ouvido e anunciei: Vou te comer aqui mesmo sua safada!

Segurei-a com uma mão entre os seios e com a outra tirei sua calcinha do caminho. Ela se empinava e gemia. Penetrei-a com força, mostrando que tomei de volta meu posto de caçador... Divertia-me enquanto uma luz forte atingia meu rosto, as pessoas a minha volta gritavam e gargalhavam, tudo foi se tornando fosco, os sons se distanciavam e a luz ofuscava minha visão. Com uma das mãos enxuguei o suor que escorria em meu rosto, fechei os olhos e quando os abri... Estava deitado em minha cama, sozinho! Para meu desespero, não passava de mais um sonho como todos os outros.

“Ai meu santo caralho!”

Olhei o relógio... “Sete da manhã?”

Já estava ficando louco com esta situação, isto não poderia ir além!

Um mês de sonhos loucos assim... Sempre a encontrar esta linda moça, sempre a desejar o seu corpo escultural. Decidi que faria um esforço durante o dia para não pensar nela.

Trabalhei normalmente, fui almoçar junto a uma das secretárias, tudo isto para tentar enfiar a imagem de outra mulher em minha mente...

Logo a noite chega, e o desespero também. Tomei um calmante para dormir melhor, pensando que isto poderia me salvar de mais um sonho, e por mais longe que levasse minha mente, ela estava lá! O que eu temia aconteceu, eu me apaixonei por uma mulher que não existe! Adentrei em meu quarto e olhei a cama com medo. Estava apavorado. Não queria mais aquela tortura. Posso dizer que no começo foi prazeroso, mas agora havia se tornado um pesadelo... O calmante já me derrotava, o sono era incontrolável, então adormeci.

Nem calmante, nem toda distração do meu dia evitou mais um sonho, mas este diferente de todos, talvez o tormento na vida real, fizesse com que fosse assim.

Eu estava em um lugar muito branco, sem piso, sem teto; infinito.

Eu a via caminhar em minha direção, estava chorando... Gritava e fazia gestos bruscos. Eu fiquei sem entender nada, até conseguir escutar suas palavras.

-Seu cretino! Desgraçado! Eu acreditei em você... Você me seduziu. Eu servi apenas para satisfazer seus malditos sonhos eróticos, é isto mesmo?

-Olhe pra mim quando falo! Olha! Olhe pra mulher que você desejou por dias... Para mulher que transou por dias...

Porque fui tentar fugir?

Agora estava preso a ilusão, discutindo com alguém que não existe! Com uma mulher que não existe, mas que eu amava! Loucura? Eu estava louco mesmo... Para viver uma coisa destas? Somente em meio à loucura!

E mais uma vez acordei perdido, sem saber o que fazer... Colocava as mãos na cabeça em um ato desesperado, tentando entender o que estava acontecendo, estava pensando até em procurar ajuda psicológica... Já estava atrasado para o trabalho, estressado com a situação maluca que eu não suportava mais.

Passei o dia todo com a cara amarrada, um nó cego! Não fiz nada... Não almocei direito, não suportei olhar aquela secretária com quem almocei no dia anterior... Os papéis em minha mesa formavam uma pilha que escondia meu rosto cheio de toda a realidade que eu não queria viver. No meu pensamento a imagem da loura que tirava meu sono...

Mesmo sendo em um sonho, me sentia arrependido por ter brigado com ela. Triste, moribundo, eu não via a hora do expediente acabar. Contei as horas, até que me vi liberto daquela tortura.

Resolvi caminhar pela cidade para ver rostos novos, mulheres bem arrumadas e talvez me distrair vendo crianças brincarem em algum parque, mas nada disso adiantou. Ainda sem paciência, tomei o caminho para casa, entrei no metro e lá as coisas pioraram...

Comecei a me sentir mal, vi tudo girar e depois ficarem em câmera lenta... As pessoas esbarravam em mim, eu não entendia nada. E com a visão falha, vi uma moça, vindo em minha direção. Aconteceu muito rápido, não tive tempo de me afastar. Ela com o telefone celular nem percebeu que eu estava em seu caminho. Um grande esbarrão... Então tudo voltou a ficar lento, mas minha visão tinha voltado ao normal. Abaixei e peguei o celular que havia caído, levantei e com o mesmo ainda em minhas mãos... A moça me pediu desculpas e agradeceu por ter pego o aparelho do chão. Como em uma cena de filme romântico, olhei em seus olhos e sorri. Fiquei ali, parado. Vendo a bela moça dar as costas e ir embora, mas fiquei feliz. A vi sumir dentre a multidão que perambulava e se amontoava nas filas do metrô... Entrei no vagão que me levaria até em casa, e fui pensando nos porquês daquela decisão. Imaginei todos aqueles sonhos pervertidos que rodavam como um longa metragem em minha mente... E vi o quanto fui sensato. Agora eu poderia dizer que não estou louco, que meu amor realmente existe, e que todas as drogas que eu usava não me faziam bem. E como não faziam!

domingo, 14 de junho de 2009

um conto nada convencional

Caso de internet...

Quem não gosta de ter uma bela companhia?

EU!

Já faziam meses que eu estava só... E nem pensava na hipótese de estar com alguém.

A minha vida estava ótima sem ter que me preocupar com alguém.

Não me importava com beijos, abraços e muito menos sexo!

Eu bebia, fumava e "vagabundeava" excessivamente...

Quem gostaria de estar ao lado de um cara assim?

Bom, eu não sei...

Sei que nos últimos dias estive conversando com uma garota de outra cidade.

Nos falávamos por um "bate-papo", essas coisas de Internet...

Cada dia que passava, a cada conversa, eu me interessava mais por ela.

E minha cabeça deu um nó, por isso decidi encontrá-la...

Queria a todo custo conhecer aquela moça que só via por fotos.

Não queria nada demais, somente conhecê-la...

Eu não tinha nenhuma intenção pervertida.

Cigarros e bebidas me atraiam mais que mulheres.

Mas ela... Ah ela! Eu me encantei pelos olhos da mesma...

As fotos me diziam muitas coisas, mas ao mesmo tempo me deixavam curioso.

As coincidências eram muitas... Gostos por musica, arte, lugares e até mesmo a marca de cigarro!

Como tudo que faço na vida, eu acordei um dia e disse: vou vê-la!

Arrumei-me, peguei minha mochila e a avisei que estava a caminho.

Tudo vinha a meu favor, trocávamos palavras de amor, depoimentos, poeminhas infantis, até mesmo fiz uma musica para ela!

A primeira coisa que fiz quando cheguei na cidade onde ela morava, foi tomar uns tragos de uísque para relaxar.

Não conseguia esconder a ansiedade, o nervosismo.

Na rodoviária eu via pessoas, rostos desconhecidos, mulheres lindas que pareciam intocáveis, mas eu as odiava.

Meu pensamento sobre socializar estava abalado, eu odiava as pessoas com suas manias e modos de vida, até mesmo os meus.

No caminho que nos separava fui pensando milhares de coisas, como seria se eu não gostasse dela, ou se eu me apaixonasse e ela não gostasse de mim...

Atormentei-me com essas questões, mas mesmo assim segui em frente...

Minhas expectativas ruins se foram quando a encontrei...

"Linda", disse a mim mesmo em pensamento, os olhos brilhavam, o corpo tremia, a garganta secava, e eu engolia a seco minha timidez...

Eu estava "enferrujado", não sabia como tratá-la, nem o que dizer...

Fui simples. Fui eu mesmo, segui o meu extinto.

A euforia dela por estar comigo me assustava, mas ao mesmo tempo me confortava, pois mostrava que ela havia gostado da minha presença...

Com a educação que "mamãe" me deu, fui gentil, cordial e cavalheiro. Talvez ela nunca havia sido tratada assim, pois os olhos dela me diziam isso.

A cada ato meu de cavalheirismo, um suspiro e um sorriso dela.

A convidei para sentarmos em um "pub" um tanto quanto "granfino" que já conhecia de outras viagens naquela cidade...

Os olhos alheios nos perseguiam, pois não sou o típico "gentleman", sou mais parecido com um adolescente rebelde, com corte de cabelo nada convencional e algumas tatuagens espalhadas pelo corpo, nas orelhas dois rombos, no rosto alguns adornos... Mas talvez isso a encantava.

Para ela eu não era um cara comum, era o cara com o "estilo" que ela queria (leia-se eu era "maloqueiro"), e ainda romântico.

Durante todo tempo nos olhávamos e conversávamos coisas sobre nós, tudo para nos conhecermos.

A bebida esquecida na mesa não fazia falta, pois eu matava minha sede com as palavras da linda moça sentada a minha frente...

Eram quatro horas da tarde, e queríamos conhecer mais lugares daquela rua cheia de bares e baladas...

Saímos de um para outro, sempre conversando e trocando elogios, até que tomei a atitude de dar as mãos a ela (sim eu sei, demorou, mas eu consegui vencer a timidez). Por sorte ela não recusou.

Depois de muito tempo escolhendo nosso próximo ponto de parada, escolhemos um bar mais reservado, sem muita gente.

O lugar bonito, bem arrumado e o mais importante... Vazio!

Ali eu poderia "atacar" e mesmo que um "não" me aguardasse, ninguém veria minha cara de perdedor.

Até o momento, eu jamais imaginaria que uma moça do patamar dela pudesse gostar de mim.

Mas fui seguro, continuei com os elogios e dando atenção total a minha musa.

A certo ponto eu não conseguia mais segurar a vontade de beijá-la, eu já não entendia nada dentro de mim.

Um emaranhado de sensações rodopiaram junto com a minha cabeça. Então tomei a decisão, fui me aproximando, até quase colar nossos rostos.

Ali percebi que não seria trágico meu final, eu teria o que almejava.

Como uma cena de filme romântico, "meloso" pra ser mais exato nos beijávamos, e em intervalos rápidos, parávamos e sorriamos de olhos semi fechados e rostos colados.

"Aaaaah..." suspirei fundo e disse: "Há quanto tempo não me sentia assim”.

E um belo sorriso tomou conta do rosto dela, e com o mesmo ainda "estampado" como uma foto, daquelas que você não consegue parar de olhar sabe? Ela disse: “Nem eu... Você me faz bem!”.

Em minha cabeça só passava uma coisa. "Meu dia está ganho!”.

A noite chagara rápido, e nossa conversa já se tornara calorosa, feliz. E já não tínhamos a timidez do inicio.

Os abraços eram fortes, os beijos românticos e as caricias iam se tornando cada vez mais "calientes".

Não se era a bebida, o calor, ou a iluminação do lugar (tudo bem a iluminação é somente uma desculpa para nos aproximarmos mais, pois era um lugar de baixa iluminação). Cada vez mais nos envolvíamos na loucura um do outro.

Eu fazia carinho em seu cabelo e em seu rosto, entre um trago e outro no cigarro, um abraço.

Eu a abraçava e a beijava no pescoço, mas como forma de carinho, nada com segundas intenções...

Mas a cada beijo singelo os seus braços se arrepiavam, e os surtos de apertões na minha barriga começaram...

Em muitas vezes ela fechava os olhos, esticava os braços e mordia os lábios, como forma de mostra que estava se segurando para fazer algo.

Depois de um mútuo silencio e olhares trocados uma frase solta no ar... "Não agüento mais... Tudo em você me agrada e eu te quero agora!”.

Não pude conter minha expressão de assustado, e sem movimentação alguma, seus braços me envolveram em uma louca e calorosa ação de "ataque".

Senti-me acuado e sem saber o que fazer. Suas mãos percorriam minhas costas, e sua boca meu pescoço, seus beijos e caricias me levavam a loucura.

Sem nenhum esboço de reação, deixei que ela me entorpecesse com sua "maldita" sensualidade. Não agüentava mais aquela tortura, eu a desejava.

Suas mãos chegaram as minhas pernas, me fazendo delirar, mas estávamos em um lugar publico, não poderia deixar aquilo seguir em frente. Minha mente pensava assim, mas meu corpo não! Quando suas mãos alcançaram o vão da cadeira e o zíper da minha calça, não pude me conter, a puxei pelos cabelos (de leve claro), ao pé do ouvido o sussurro: "Pare com isso, pois já estou louco de tesão”.

Um sorriso safado e um olhar de baixo pra cima me disseram que ela não ia parar. Ela me surpreendeu quando pegou minha mão, colocou entre suas pernas e cobriu com a bolsa dela. Puxou-me para perto e quase aos gemidos me disse: "Faça o que quiser comigo, sou tua, só tua!”.

Estático e quase em estado de choque, não fiz nada. Ela pegava minha mão e mesmo por cima de sua calça me forçava a masturbá-la. Por sorte, o lugar estava vazio.

Não me contive, continuei, e a levei a loucura, mas eu não queria aquilo...

Com muito esforço, consegui fazê-la parar, um sossego e uma dor imensa no meio das pernas, com o pênis quase estourando minhas calças, me contive.

As horas foram passando e as pessoas foram chegando e lotando o lugar, assim como todos os bares daquela rua.

Eu me segurando para não "agarrar" no pescoço dela e arrancar sua roupa com os dentes, e ela me olhando com aquela cara de safada e se mordendo para não fazer o mesmo comigo.

A vontade já se tornava incontrolável, e não poderia mais ficar ali, pedi para nos retirarmos com a desculpa esfarrapada de estar com sono, mas o tesão saia pelos meus poros...

Foi um trabalho árduo convencê-la a ir embora, mas consegui!

Subíamos a rua, e ela não parava de me jogar nas vielas escuras para me perturbar com suas loucuras sexuais.

Eu já estava louco, não suportava mais aquela vontade de tê-la nua na cama.

Quando pensei que tinha acabado, e já estávamos acalmados, mais uma vez fui surpreendido por um surto dela.

Desta vez não pude me conter, deixei que suas mãos abrissem meu zíper, o frio dominou meu pênis, mas sua mão quente o aqueceu e lambuzou com todo tesão que ela me passava. Com uma mão me masturbava e com a outra me arranhava...

Eu virei uma mescla de preocupação e sensações...

Estávamos literalmente em publico, e ela nem ligava para isso, continuou com seu trabalho de me deixar louco...

Ela me pedia em voz baixa, para que colocasse meu pênis no meio de suas pernas, eu atendi seu pedido insano. Ela rebolava, enlouquecia e me deixava louco.

Eu me segurava para não gozar. Ela pegava minhas mãos e fazia com que eu passasse em seus seios e suas pernas. Os seios endurecidos e empinados mostravam o teor de tesão. Não suportei quando vi seu rosto com uma expressão louca, de olhos fechados. Ela dizia em voz baixa, dizendo a si mesmo: "Rebola, rebola e rebola...”.

Isso foi pra mim a melhor forma dela me mostrar que estava gostando daquilo!

A pior coisa era saber que não podíamos continuar ali, tive que lhe pedir que parasse.

Pegamos o rumo para o metrô. Nos rostos expressões de felicidades, sorrisos singelos.

Adormecemos ao som dos trilhos, misturado a musica dividida entre os fones.

Quando abri os olhos, enxerguei aquela que me mudou. A vi de olhos fechados com a cabeça encostada em meu ombro e pensei: "Aquela imagem de anjo, tornou-se a imagem do meu desejo...”.

A olhei por alguns segundos e a vi acordar. Ela acordou e me deu um beijo... Quando saímos do metrô eram cinco horas da manhã, eu não conseguia parar de olhar seu corpo... Ela percebeu que ainda a desejava e me agarrou. A afastei segurei em seus braços e disse: "Melhor pararmos antes que eu arranque sua roupa e te coma inteira aqui mesmo!”.

Ela entendeu o recado. Paramos no primeiro motel que avistamos e ali eu fui feliz junto dela...

O assexuado passou a pervertido... E todos meus conceitos caíram por terra. Mal posso esperar para a próxima vez.

Talvez eu me faça de difícil, pois adoraria passar por tudo isso mais uma vez!