quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Além da compreensão.

A razão, na maioria das vezes, é contra o coração... Assim é, também, o inverso... O contrário. Uma contradição mutua, que torna certas atitudes insanas. Sentimentos demais, talvez, por razões. Por tanto, esta minha idéia sobre coração e razão, tornaria difícil, uma possível união entre os dois. Seria além de minha compreensão, existir uma razão junto ao coração.
Eu fantasiava sobre sentimentos puros, que entregam o corpo e a alma a outro ser, sobre as muitas razões que o coração teria para evidenciar o que sente, e todos os sentimentos dentro de razões. Minha cabeça tecia uma rede a nós. Isto por não ter tido a dádiva de conhecer algo tão imensuravel até então... É engraçado como a vida nos presenteia, sempre, com o que desejamos. Eu queria uma razão... E tive! Eu queria uma razão para o coração... E tive!
Sou um mero aprendiz nesta mistura, nesta arte... E, por vezes, hora razão, hora coração em demasia. Claro! Falta um pouco de trabalho, paciencia... Mas o importante eu já conheço. Sei que a minha razão fala por meu coração. Pois minha razão é você! E não existe nada que possa tirar meu coração de você. Você é a minha razão e, meu coração é teu! Linda combinação, não?

Dedicado a: Nathália Costa de Oliveira

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ser... humano?

Antes de postar o conto:  A cripta do conto.
Vou postar um texto que já faz algum tempo que escrevi...


A vida do ser humano...

Eu exemplifico a vida do ser humano como a de uma árvore. Que tem suas raizes firmes em um local aparentemente seguro... A sua volta um vasto campo, ocupado por outras árvores e, ao longe, a vista de um rio largo e farto, banhado por águas cristalinas... Com o tempo, o solo firme vai perdendo seus nutrientes, e conseqüentemente; a árvore vai perdendo seu alimento. Com suas raízes presas, estas árvores vão se desesperando, morrendo, perdendo as esperanças... Sobrevivem apenas aquelas que se esforçam de alguma forma. Algumas espalham suas sementes... E há aquelas que vão além disso. Na imaginação fértil do ser... Seria aquela que se esforça para desprender suas raizes e lentamente, caminhar em direção ao rio, onde a terra oferece mais nutrientes. Esse esforço é impossivel a uma árvore, mas ao ser humano não! O problema é... Que o ser humano é tudo, mas atualmente, menos ser humano. Ele se prende de uma tal forma ao solo, que se torna impossivel desinraizar e, mesmo que lentamente, se aproximar do rio. Esse rio é a visão do futuro! Mesmo que a árvore enxergue o rio, saiba que: Quanto mais próximo, melhor... Mais alimento. A árvore não vai! Esse é o ser humano. O atual... Que enxerga tudo, deseja tudo, mas não vai de encontro. Se perde na sensação de certeza, no medo; por vezes na extremidade da paciência. Enxerga o erro, quem errou, sabe como consertar, mas não o faz. Sempre com palavras sutis e idéias para contornar, até mesmo conviver com o erro. Já perdi as contas de quantas me vi em situações assim e escutar: Tenha paciência, tudo se resolve... Não podemos tomar atitudes drásticas... Calma, nós temos a solução!
Se a tem, porque não a tomam? Qual o motivo que impede? Me respondam... Qual é o motivo de tanta falta de vontade? Da falta de visão? Se está sujo, limpe! Se está errado... Pare, e mude o rumo! Não é dificil. Nós que tornamos as coisas dificeis.
Hoje é hoje, amanhã é amanhã, mas amanhã vai ser hoje quando for amanhã... Essa conclusão, confusa para uns... É um fato! Facilmente entendida por aqueles que sabem, e sabem de fato, que o tempo passa. E acredite! Não é dificil entender. Os seres humanos listam, ensinam, enumeram... Tudo aquilo que lhes oferece medo. E assim se excluem de todo o resto. Fazendo com que essa invenção maluca de, ser superior, seja quase que real. Não existe superioridade, somos parte disto tudo, do todo! E é por essa exclusão egocentrica que acabamos por destruír toda a nossa riqueza... Não somos melhores! É dificil enxergar que somos o cancer do planeta? Não somos superiores e ponto. É como a perfeição... Essas coisas não existem... Pois cada um tem o seu padrão. E são tantos os padrões, tantas as opiniões; que a verdade se oculta... Com medo de ser questionada por estes criadores de padrões e opiniões. E pior ainda é, que dentre todas essas escolhas, todas são certas e erradas ao mesmo tempo. Então o que escolher? Qual opinião tomar para si? Com medo de errar... Criamos as nossas opiniões e fazemos nossas escolhas. Mesmo que se aproxime de algo alheio, você terá... E com toda certeza terá algo a descordar. São tantas religiões, deuses e demonios, bons e maus... Bens materiais e bens sentimentais. Os fatos acabam não valendo nada... E as mentiras valendo milhões!
Eu particurlarmente, tenho extrema dificuldade em entender o pensamento atual. Mais beleza, mais dinheiro... Menos saúde, menos vida. É prefirivel ter alguém ao lado, que seja totalmente vazio, do que feio... Afinal o que é feio? Se cada um tem uma preferencia, um padrão. É só pensar bem, enxergar que se colocarmos a mesa, não existe padrão algum, só nossas idéias mal formadas e problemáticas... Se não acredita que seja assim... Pois bem, case-se com um boneco! Mande fabricar alguém com todos os padrões de beleza que lhe agrada e, case-se com ele!  O intelécto não importa. Quer discordar? Eu provo que não importa! E não é preciso ir muito longe... É só ligar o seu aparelho de televisão. Ele dita as tendências, lhe ensina como é ser um ser humano, e você segue fielmente o que ele dita. Celebridades vestem, celebridades usam, bebem, casam, não casam... O ideal de hoje é: Hoje! O de amanhã é amanhã... E assim caminha. É claro que o hoje importa, mas... Só hoje? Sim claro... Esqueci de mencionar que, o ser humano é tão seguro, o amanhã é tão próximo, que deixamos de nos preocupar tanto com o futuro. O futuro é amanhã mesmo. Não! O futuro é agora, pois a cada segundo é um futuro novo, e o tempo não espera. O tempo vai mostrar que suas maquilagens não vão fazer efeito, que a malhação não vai te transformar em pedra, que sua saúde acaba e que seu corpo apodrece...  Sim apodrece! Seu dinheiro não é comestivel, nem seu computador, carro, celular... Os alimentos feitos em laboratório não tem as mesmas propriedades que os naturais e, se nem os alimentos tem, imagine um ser humano? Acostume-se com os pés caleijados, com as mãos e as pernas fracas... E com a morte! Pois ela chega um dia... E com o andar da carruagem, não tardará. Este é o futuro. Acostume-se com ele. Pense... A cada geração que passa, as coisas ficam mais acelerdas... Pense que você não durará para sempre, e esta é a realidade... Para todos! O único fato aceitavel, é o fim. 



terça-feira, 1 de junho de 2010

A cripta do conto...

E então... Felício sacou a arma e gritou:
     -Corre Jeremias! Corre que o bagulho tá doido! Os nego vai tudo cair do céu malandro... O bicho tá pegano!

Continua...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Largou tudo e saiu voando junto aos sonhos... O conto de Ícaro.

O que se fazia em dor... Era a amizade. Ícaro era apaixonado por quase tudo. Incondicional, era o amor pela dificuldade, as coisas dificeis chamavam mais a sua atenção. Não temia a queda, pois nunca havia experimentado o amargo de uma. Ele sonhava alto... Sempre que precisava, abria suas asas e alcançava o céu.  Abismos não eram um problema para ele... Se existisse um em seu caminho... Suas asas o poupavam o esforço do retorno. Sempre contornando de sua forma sutil, encontrava soluções para tudo, exceto para pessoas. Tinha um sentimento parecido com ódio. Na verdade... Era dificil explicar o que Ícaro sentia. Uma mescla de sentimentos mal entendidos até por ele mesmo. Não era o medo da loucura que o forçava a largar a bandeira da imaginação, tentavam errôniamente lhe imporem que largasse. Mas por falta deste medo... Era como um insano sem pés. Sempre voando e voando... Cada vez mais alto. Mesmo sem sentir os pés, estava sempre buscando o solo... Como se fosse o céu. Invertia os papeis do que é céu e terra...  Ícaro não entendia o porque de tanta importância as coisas táteis. Entendia tudo aquilo que tocava como descartáveis... Até mesmo seu próprio corpo. Sua paixão vinha do inexpremivel, do som de uma musica, ou simplesmente, do vento batendo em seu rosto. O silêncio era um grande aliado para a calma. A cada dia que passava, observava os seus iguais ateando fogo em suas próprias asas, e perguntava-se o porque... Pensava: “Porque privam-se da maravilha de ser livre”. Para Ícaro, valorizar o que os olhos enxergam, mais do que o coração sente, era algo realmente irracional! O maior problema era sua curiosidade, as suas tentativas de entender os “porques”... Por vezes, lançava-se ao ar como um corpo sem vida, chegando a quase colidir com o chão, mas com sua graciosidade, planava próximo aos que negaram-se as asas. Os observava de perto, analisando cada atitude. Esta forma de aventurar-se, lhe causou alguns sustos. Mas Ícaro era safo. Como sempre, contornava os erros. Quase todos que conheciam Ícaro, o alertavam, sempre dizendo que queriam seu bem. Contavam-lhe historias sobre quedas catastróficas, sobre homens que pensavam como Ícaro... Contavam-lhe sobre suas quedas. Por voarem alto demais, quando cairam, chegaram a destruir cidades, até mesmo nações inteiras! Ao escutar estas historias, Ícaro apenas sorria, não falava uma palavra sequer, mas pensava: “Como um ser tão pequenino, pode destruir algo com sua queda?” Mal sabia, que a qualquer momento, descobriria como seria uma queda. Dia a dia, seus vôos alcançaram alturas imensuraveis. E sua atenção, cada vez mais presa a qualquer coisa, menos em sua rota... Até que, uma estrela cadente encontrava-se em sua rota. Sem que pudesse desviar, Ícaro foi atingido em cheio. Desacordado, sua queda era certa. Agora Ícaro provaria o amargo da terra... Passaria alguns dias desacordado, assim como foi para todos que cairam. Após este tempo, Ícaro acorda e sente o peso de sua queda... Olhou a sua volta e, pela primeira vez enxergou a realidade com os pés tocando o solo. Sentiu o cheiro de sangue e se desesperou, viu o tamanho do estrago que causou... Mas, mesmo atordoado, Ícaro parecia encantado com o que via e tocava. Alguns dizem que ele pegou um punhado de terra e levou a boca, outros, dizem que ele não esboçou movimento algum... Bobagens! Pois eu presenciei a queda de Ícaro. Lembro-me exatamente como foi. Quando me dei conta, estava com as mãos sujas de sangue, observando uma fogueira feita de penas. Cheirava a carne queimada... Cheiro que penetrava minhas narinas, fazendo com que eu entrasse em minha consciência novamente. Chocado com que vi... Caminhei adiante sem olhar pra trás... Esta foi a ultima vez que escutei falar sobre Ícaro.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Trecho da musica: Vertigem - Colligere + Pequeno trecho do poema: Eu nunca guardei rebanhos - Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)

Nesses dias em que tudo parece estar impregnado do seu contrário. Eu me estilhaço em cacos... E o corpo se refaz a cada instante. Nesses dias em que tudo parece estar impregnado do seu contrário. Pensar incomoda como andar a chuva quando o vento cresce e parece que chove mais.


Perfeito!

Festejando um sorriso, uma surpresa...

Quando um simples riso é compartilhado com sinceridade, torna-se mais importante que mil palavras. Não destas, ditas a esmo. Digo as que sempre se desesperam por tentar mostrar algo, mas os olhos acabam dando um sentido melhor à elas. E as mudanças? Ah... Estas mudanças. Por vezes demoradas, que trazem tanto furor... Ou até mesmo as repentinas, que batem à porta da madrugada... Como quem diz: “Ei! Aqui! Eu tenho algo para você!” A vida é engraçada, não? Aliás... Nós a tornamos engraçada, triste, feliz. Tudo por conta desta ânsia pelo novo, pela melhora... Pela mudança! Ânsia esta que nos cega. Fazendo com que deixemos passar o bom da vida. As surpresas, os sorrisos, as festas... Tudo pela incessante procura pelas mesmas coisas. Por estarmos preocupados demais, com as surpresas, sorrisos e festas que perdemos. Assim segue-se... Procurando, procurando e procurando! Pude constatar que estas coisas não são para se procurar! Elas simplesmente te encontram. Surgem quando menos esperamos. Como aconteceu para mim. Em mais uma madrugada, que eu julgava ser perdida... Fui surpreendido. Um sorriso me encontrou! E então a minha  festa se fez...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A excessão

Até poucos dias atrás... Eu acreditava piamente, que não existiam mais diferenças. Acreditava que, talvez, eu fosse o único preocupado com o "amor" e sinceridade.
Me batia um desespero ao pensar nisto... Era como uma busca inutil por algo ilusorio, utópico!
Mas a vida está sempre a nos presentear, mostrando a nós, em nossos piores momentos que para toda regra, existe uma excessão.
Eu estava cheio de ver estas mesmas pessoas, que mais parecem pré fabricadas... Cheias de sí, mas sem conteúdo algum...
Então você surge... Diferente. Mas com tantas coisas aparentemente iguais. Como um encanto... Como uma excessão.
E você é esta excessão.